segunda-feira, 22 de março de 2010

CHUCK: OPERÁRIO DO ROCK!

Após sua saída dos Forgotten Boys, Chuck Hipolitho passou a se dedicar ao seu lado “paizão”, sem esquecer o que escolheu para fazer de sua vida: trabalhar com música. E é exatamente isso que Chuck vem fazendo, no Estúdio Costella, em São Paulo.
No Costella, Chuck atua na produção de bandas, ramo um pouco diferente do qual seus admiradores estão acostumados. Dentre as suas últimas produções, destaco o último álbum da banda “Suéteres”, como uma prova do excelente trabalho que vem sendo desenvolvido, Chuck descreve “passo a passo” o processo de gravação do álbum “Rua Caetés”, de 2009, em seu blog (http://estudiocostella.blogspot.com/).
Neste mesmo endereço podemos conferir o que Chuck “anda fazendo” no estúdio, além de outras informações para quem se interessar em gravar no Costella, ou simplesmente “aproveitar” alguma das muitas dicas postadas.
Muitos podem até pensar: “Pxxxx, eu quero ver o Chuck tocando!”... opa, mas quem falou que o Chuck não está tocando??? Alguém por acaso pensou que ele iria deixar sua Telecaster Blonde e outros “brinquedos” empoeirando? Ou ainda mais, quem seria capaz de achar que um guitarrista que tem a “energia” como uma de suas marcas registradas iria se deixar “enferrujar”?
Falando na “Telecaster”... ela se tornou uma espécie de “marca registrada” para Chuck. Muitos Guitarristas atualmente estão de certa forma banalizando a antiga relação “Guitarrista-Guitarra”, muitos deles com patrocínios de grandes marcas optam pelo “desfile” de modelos, marcas, cores... etc. Resultado: um som sem identidade, e instrumentos sem identidade... identidade esta que Johnny Ramone manteve por toda sua carreira com sua Mosrite, além de outros exemplos, como Tim Armstrong e sua Gretsch, Stevie Ray Vaughan com suas Stratocaster’s, B.B. King e Chuck Berry com suas respectivas Gibson, Keith Richards (dos Rolling Stones) que também utiliza as Blonde’s, e para encerrar: Bo Diddley e sua Guitarra Quadrada!

O último lançamento de uma produção “Costelliana” foram os “Love Bazukas”, banda composta pelos Black Drawing Chalks e pelo próprio Chuck. Este EP de 4 músicas mostra Chuck e os Black Drawing Chalks “visitando novas tendências”, “Destroy This Little Boy”, um funk recheado de guitarras e vocais bem harmonizados, é uma prova disso.
Segundo Chuck, “’pequenos erros’ se tornaram boa parte dos arranjos das músicas”, o excelente resultado está justamente ligado a essa liberdade que todos tiveram para criar, mesmo que por acidente, mostrando uma banda à vontade, descontraída.
O maior mérito do Chuck em toda essa história é o seguinte: trabalhar com aquilo que realmente gosta (música)! É um cara que serve de exemplo para quem está acomodado em uma função a qual ocupa somente por status, comodidade, ou então pela grana mesmo... Chuck mostra que realmente vale a pena “comer um pouco de grama” trabalhando no que realmente gosta!
Próximos projetos? Difícil saber... o certo é que com certeza algo está sendo feito.

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